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A nova era da comunicação digital: evolução ou regresso?

Os emojis foram criados em 1999, pela empresa de telefonia móvel NTT DoCoMo no Japão. Se espalharam pelo mundo, se multiplicaram em número e, no dia de hoje, são o caminho da comunicação entre pessoas que não falam o mesmo idioma. É certo que muitos emojis constituem sentidos diferentes conforme o contexto de quem os usa.

O número de emojis disponível nos smartphones de hoje em dia ganha tranquilamente em quantidade das letras do alfabeto contando sinais de pontuação e símbolos utilizados na língua portuguesa. Emojis não estão limitados apenas a mensagens de texto. Hoje, emojis estão em toda parte, eles estão aparecendo em filmes, campanhas de marketing, fantasias, almofadas, roupas e etc. Certamente seguiram expandindo porque o carisma, a diversão e a sensação de proximidade que expressam foram bem acolhidos por todas as gerações. Além disso, são úteis, resumem ou reforçam ideias e expressam significados específicos em determinadas frases. Mesmo que muitas vezes dispense o uso de palavras, do ponto de vista cultural, eles não representam um atraso intelectual e um atraso na escrita e interpretação de quem usa.

Eles vêm primeiramente instalados nos teclados dos smartphones, mas há um manual de instruções universal ou uma etiqueta para seu uso.  Vai além de cada tipo de comunicação, mas é interessante que haja um equilíbrio entre a escrita e o uso de emojis. O cidadão tem que sempre avaliar antes qual é a proximidade dela com a outra pessoa que ela está falando. Se a conversa é com alguém que se tem uma relação profissional, por exemplo, é bom evitar, antes de enviar.

De fato, quando olhamos para um rosto sorridente, algumas partes do cérebro são ativadas (as relacionadas às sensações positivas), como quando olhamos para um rosto humano de verdade. Emojis podem realmente mudar o nosso humor, e pode até mesmo alterar nossas expressões para coincidir com a emoção do personagem emoji. A capacidade de humanizar a mensagens é uma das razões pelas quais as marcas começaram a inclui-los em campanhas de marketing.

Vale uma reflexão final: nossa atual forma de comunicar está evoluindo ou regredindo? Basta pensar que este tipo de comunicação era usado há mais de 2000 anos atrás pelos egípcios! Talvez nossas conversas serão mais ricas de ícones do que palavras visto que um simples desenho pode representar as vezes até uma frase, e visto que a tendência atual é agilizar todos os processos dos negócios e até da nossa vida pessoal.